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África do Sul: Forte segurança no funeral de de Terreblanche

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Milhares de apoiantes do líder supremacista branco Eugene Terreblanche, assassinado por trabalhadores agrícolas negros na semana passada, marcaram hoje presença no seu funeral, que decorreu sob fortes medidas de segurança na cidade sul-africana de Ventersdorp, 100 km a oeste de Joanesburgo.


À medida que o féretro era levado, de carro, para a Igreja, os apoiantes, alguns trajados com uniformes militares,entoavam o hino nacional da era ‘apartheid’. No cortejo fúnebre que encheu as ruas da pequena cidade, viam-se muitos com a antiga bandeira sul-africana, outros com a bandeira do partido, o Movimento de Resistência Afrikander (AWB), liderado Andre Visagie. Era visível a segurança reforçada, com polícias em todo lado e helicópteros a sobrevoarem no local por onde passava o cortejo fúnebre.

A morte de Terreblanche fez aumentar as tensões raciais na África do Sul, 16 anos após o fim do apartheid. Dois incidentes verbais ocorridos nas últimas horas e transmitidos pelas televisões locais podem servir de termómetro para medir a temperatura explosiva que se vive no país, a dois meses de receber o Mundial de Futebol.

Um dos incidentes ocorreu com Visagie, secretário-geral do AWB, que teve de ser retirado à força de um estúdio de TV depois de ter ameaçado a comentadora política negra Lebohang Pheko num programa de debate. Pheko questionou insistentemente a Visagie sobre o abuso de trabalhadores negros nas propriedades de agricultores brancos, o que deixou indignado o dirigente de ultradireita, que se levantou desabridamente e fez menção de abandonar o programa. Mas antes de o fazer, entrou em discussão com o moderador Chris Maroleng e, com ar ameaçador, dirigiu-se de novo a Pheko: “Ainda não acabei contigo”.

Por sua vez, o líder da Liga Juvenil do Congresso Nacional Africano (ANC), Julius Malema, insultou e expulsou um jornalista da BBC durante uma conferência de imprensa que decorreu na sede do partido em Joanesburgo. Malema elogiou a reforma agrária no Zimbabwe e atacou o Movimento Para a Mudança Democrática, que tem feito oposição ao regime de Robert Mugabe. Em tom sarcástico, Malema afirmou que o MDC o criticara a partir da sua sede no luxuoso bairro de Sandton, altura em que o jornalista Jonah Fisher lhe recordou que também ele vive no mesmo bairro. Malema não gostou da interpelação, insultou o jornalista aos gritos e ordenou aos seguranças para o expulsarem. “Ou te portas bem ou vais te embora, não venhas para aqui com as tuas tendências brancas”, disse-lhe.

Malema é apontado como responsável do aumento de tensão no país, com as suas posições extremistas.





Sabrina Hassanali

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