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Grávida confirma violação

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1 Grávida confirma violação em Qua Abr 21, 2010 2:12 am

Pose altiva, o psiquiatra João Vasconcelos Vilas Boas entrou ontem no Tribunal de São João Novo, no Porto, onde durante uma hora e meia confessou ter tido relações sexuais com uma paciente sua, que na altura estava grávida de oito meses, em Setembro do ano passado. Está acusado de um crime de violação, mas perante o colectivo de juízes negou ter obrigado a vítima a praticar o acto e voltou a mostrar-se arrependido.

Na primeira sessão do julgamento, à porta fechada, Ana (nome fictício), de 30 anos, relatou o final da última consulta que teve com o psiquiatra de 48 anos. A violação terá começado porque ela se recusou a fazer sexo oral ao médico. Quando tentou fugir, recordou que o clínico a agarrou, puxou-lhe os cabelos e a manietou. Rapidamente lhe tirou as calças que tinha vestidas, e o medo de magoar o seu bebé, a menos de um mês de nascer, prendeu-lhe os movimentos, apesar de ainda ter tentado libertar-se. Perante os juízes, manteve a versão dos factos que contou, desde a primeira hora, aos pais e à PJ.

Ana saiu da sala após uma hora de depoimento, sem a presença do psiquiatra, visivelmente nervosa por ter recordado o pesadelo que diz ter vivido no consultório na rua de Gondarém, na Foz do Porto. Antes, no mesmo espaço, João Vilas Boas manteve a versão que apresentou ao juiz do TIC, bem diferente daquelas que contou à PJ e daquela mantida por Ana.

Ao colectivo de juízes, o clínico, que continua a trabalhar no Instituto da Droga e Toxicodependência em Campanhã, no Porto, garantiu que se tratou de um momento de desvario de ambas as partes, após Ana lhe ter pedido para que ele visse uns nódulos que teria num peito. Admitiu que foi um acto sexual que não deveria ter tido e que está arrependido.

Ontem, os pais e três amigos da família de Ana prestaram depoimento. O julgamento continua segunda-feira, dia 26, com o depoimento, entre outras testemunhas de acusação, de um inspector da PJ.

PORMENORES

À PORTA FECHADA

Por decisão do colectivo de juízes, as sessões do julgamento serão à porta fechada. A próxima realiza-se na segunda-feira, dia 26.

TESTEMUNHAS VIP

O psiquiatra arrolou 14 testemunhas, entre elas o conhecido sexólogo Júlio Machado Vaz, um juiz-desembargador e uma magistrada do Supremo Tribunal Administrativo.

DEU TRÊS VERSÕES

De início negou as relações sexuais, depois de confrontado com vestígios do seu ADN na vítima disse que Ana tinha pegado num preservativo que ele deixara na casa de banho para se ‘contaminar’. Ao juiz de instrução mostrou-se arrependido pelo acto sexual.

NÃO PASSAVA RECIBO

Segundo a família da ‘Ana’, entre Março e Agosto de 2009 pagaram ao médico um total de 3544 euros pelas consultas bissemanais, mas ele nunca lhes passou qualquer recibo. Pedem uma indemnização de 100 mil euros.



fonte: Liliana Rodrigues

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